Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF)
- Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia.
Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.
Baile do Menino Deus encanta multidão no Bairro do Recife
Auto de Natal é dirigido pelo escritor Ronaldo Correia de Brito
Publicado em 23/12/2014, às 22h42
Do JC Online
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
A noite desta terça-feira
(23) foi movimentada e de clima natalino no Recife. No Bairro do Recife,
o Baile do Menino Deus - Uma brincadeira de Natal, espetáculo dirigido
pelo escritor Ronaldo Correia de Brito, abriu temporada de três noites
levando uma multidão ao local. O prefeito do Recife, Geraldo Julio, o
vice-governador do Estado, Raul Henry, e o governador eleito, Paulo
Câmara, entre outras autoridades, assistiram à apresentação.
A bióloga Bárbara Morgana Silva, 35
anos, e a filha Beatriz, 5, não perderam sequer um detalhe do auto de
Natal. “Contar a história do menino Jesus de maneira tão lúdica deixa
todo mundo maravilhado. Mesmo morando na cidade, essa é a primeira vez
que venho. Não pretendo mais deixar de vir”, disse.
A empregada doméstica Veronice
Filgueira, 50, gostou tanto da apresentação que pretende voltar amanhã.
“Com certeza dia 25 estaria aqui novamente. O espetáculo é lindo e as
crianças adoraram”, comentou.
O Baile do Menino Deus voltará a ser encenado nestas quarta e quinta, sempre às 20h, no Marco Zero.
Pizzolato diz ter obtido no presídio 'pequenos sinais' da existência de Deus
GRACILIANO ROCHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS
Condenado no julgamento do mensalão, o ex-diretor de Marketing do Banco
do Brasil Henrique Pizzolato afirma ter "encontrado pequenos sinais da
existência de Deus" na prisão. Disse também que Jesus atuou como seu
"advogado" e impediu sua extradição para o Brasil.
A alegada "liberdade com Jesus" foi tema de um testemunho de fé dado por
Pizzolato na igreja pentecostal Fonte de Vida, na periferia da cidade
italiana de Módena, no último domingo, conforme vídeo mostrado à Folha.
Falando em italiano num púlpito montado diante de uma cruz luminosa,
Pizzolato foi interrompido três vezes pelos aplausos de um grupo de
cerca de setenta fiéis que assistiam ao ofício religioso.
"Um dia antes do julgamento, o pastor me mandou uma carta e me deu um
livrinho. Sublinhei um trecho da carta que dizia que o senhor Jesus era
meu advogado", contou Pizzolato em sua primeira aparição pública desde
que a Corte de Apelação de Bolonha o libertou, no último dia 28.
"Quando os juízes começaram a ler a decisão, senti qualquer coisa, e o
meu advogado começou a tremer. E a gente se abraçou. Ele me disse: Você
será livre'", afirmou.
Sobre os quase nove meses que ficou na penitenciária italiana, Pizzolato
disse que viveu a experiência de ser "um dos últimos dos últimos" e
comparou a prisão aos leprosários onde eram depositados doentes na Idade
Média.
Ele citou o episódio em que Saulo, o futuro apóstolo Paulo, foi
convertido ao cristianismo após uma queda de cavalo a caminho de
Damasco.
"Eu me vi no escuro, na dificuldade e na derrota, não tinha mais forças,
e era como se me apertassem e asfixiassem. Procurava um meio de poder
sobreviver e pedi a Jesus que me mandasse um sinal de qual era a sua
vontade", relembrou.
Os sinais de Jesus, diz, foram os cultos celebrados pelo pastor Romolo Giovanardi todas as quintas na penitenciária de Módena.
"O pastor segurava a Bíblia e pôs a mão na minha cabeça. Naquele momento
eu me senti mais leve, me sentia com um pouco mais de ar e de luz",
disse, enquanto alguns fieis respondiam com "amém".
A igreja de Pizzolato na Itália não tem nenhuma relação com a denominação evangélica de mesmo nome que opera no Brasil.
O petista mencionou também Steve Jobs, o fundador da Apple, para
exemplificar como os milagres de Deus precisam de tempo para serem
compreendidos.
Ele citou o episódio em que Jobs, após abandonar a universidade, fez um
curso de caligrafia e design que mais tarde seriam importantes para o
desenvolvimento de softwares.
"Deus deu a ele a oportunidade de aprender, e ele levou 20 anos para
compreender isso. Hoje eu não sei qual é a vontade de Deus, mas o que eu
quero é não falhar no Seu projeto ("¦). Deus me deu uma oportunidade ao
me mandar para um lugar difícil", disse sobre sua conversão religiosa
na prisão.
Livre na Itália, Pizzolato disse que, como aposentado do Banco do
Brasil, poderá se dedicar a alguma atividade voluntária na igreja. "Se
tivesse a oportunidade de viver de novo, não mudaria nada na minha vida.
Nem a passagem pelo presídio, pela alegria e os amigos que conheci lá.
Espero dedicar o que me resta de vida a poder ajudar os outros",
encerrou, sob aplausos.
O Ministério Público italiano impetrou ontem na Corte de Cassação (a
instância mais alta do Judiciário local) um recurso para tentar obter a
extradição do petista para o Brasil, onde foi condenado por corrupção,
peculato e lavagem de dinheiro.